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Mensagens

A mostrar mensagens de Junho, 2009

Have you found your famous look-alike? Maybe you'll be millionaire!

By João Lopes Marques (Eesti keel)

I not only acknowledge but I also respect that a huge percentage of the human population wants to be famous. Dreams of glory are normal: fame is money, power, vanity, recognition. To some extent life can become easier, though one has to be prepared for losing his beloved privacy. Another minus is that the famous person tends to behave in order to fulfill social expectations on him.

(Amy Winehouse or Britney Spears are just two recent cases; others, many others, ended up in suicide.)

Why this subject? Because I have just landed in Ülemiste after one week Madrid. My business is nowadays more and more centered in the Spanish capital and I have to go there often. And this is why something is haunting me: in Madrid almost everybody looks at me in the street. Disturbing, since I was never famous in my life, let alone in Spain.

Last month I asked my friend Filipe to pay more attention while by me. Puzzled, he confirmed my strange impression: "You are not j…

Guerra das Estrêilas

É o segundo da série. Ainda melhor do que o Dr. House açoriano. Nada como Guerra das Estrelas e o respirar ofegante micaelense de Darth Vader. Acreditem, isto é muito bom. Quem está por detrás da máscara? Bom, ninguém me tira César da cabeça, Carlos César...

Da patologia

Às vezes sinto-me um bocado pato. Patologia aguda? Provavelmente, muito provavelmente. Só não sei bem qual deles… Há tantas formas de o ser.

"Noite" em estónio

Que as noites estónias podem ser ou muito longas ou muito curtas, já se sabia. O problema é mesmo pronunciar a palavrita com duas letras no idioma local: "huê-ê-ê", algo assim. Pior: a grafia assemelha-se às orelhas do Rato Mickey.

Alga se passa

Sim, alga se passa.

Muito queque

É muito queque junto, não? E grandes queques, diga-se já. A foto foi tirada ali ao Chiado.

Crying children & other modern pollution

By João Lopes Marques (Eesti keel)

This text is about tolerance, or the absolute lack of it. There are few things as bad as going out to our favourite place and, in the next table, we bump into a young baby who cries as loud as possible. We are enjoying the brunch, the music is nice, our company just perfect. Yet... that furious baby! He is so annoyed that prevents us from hedonisticly spend a good time.

Finally the bill comes (not-that-cheap-anymore-as-you-may-know) and we pay for a terrific headache. Yes, I guess this is slightly unfair. And "unfair" is soft: this is nasty. The same applies to a dog that barks too much or just adores to leak your toes while you are finishing the last sip of cappuccino.

"In other words what you are saying is that parents should stay always home, isn't it?", commented Triin who became recently mother of one. I know this is a very cruel image, but from a pure sensorial angle it is an objective aggression. For sure, things get much …

Saudades de Galata

Nem é tanto pelo chá. Muito menos pelo crepúsculo. O que eu gosto mesmo na Ponte de Galata é a chamada para a oração acompanhada de um herético tinto da Anatólia. E de apertar aquelas mãos todas em dizer que sim, que gosto muito do Ronaldo, e do Figo e... Tem a sua piada, Istambul deixa-me sempre saudades. Oh, como eu gosto dos seus cacilheiros e das deliciosas sandes de peixe a três liras (ou quatro)!

Canal caveira

Assim em turco, a coisa mete ainda mais medo. Credo. E logo duas juntas!

Elton nas panelas

Supermercado em Riga. Dois iogurtes, duas bananas, duas maçãs, Elton John. Faz ele anúncios a panelas? Será ele paneleiro (fabricante ou vendedor de panelas)? Nada disso. Este é o chef Martins Ritins, um dos letões mais famosos e sósia perfeito do cantor britânico. Em 2006 tive o privilégio de o entrevistar para a "Volta ao Mundo", um senhor.

"În caz de incendiu", já sabe

Por João Lopes Marques*

Uma invulgar cumplicidade (latina) une a Roménia a Portugal. Idiomas bem diferentes, sem dúvida — mas com algumas frases demasiado semelhantes. Os mais talentosos conseguirão juntar umas 30 palavritas portuguesas que farão pleno sentido juntas. Enfim, ideal para os adeptos do very nice…

Talvez seja um clássico para os amantes do Conde Drácula, Bram Stoker e demais sugadores de sangue. Mas aqui segue novamente: se descontarmos as placas do Grupo Lena e MSF na berma da estrada, uma das primeiras palavras em que uma sensível alma viriata tropeça mal aterra na Roménia é… portucala. E se no cimo deste derradeiro “a” acrescentarmos um estranho sinal em forma de meia-lua tombada — símbolo que escapa a este lusocêntrico teclado —, pronunciá-la-emos então “portucália”.

Muito bem. O resto é uma questão de minutos. Os mais curiosos rapidamente notarão que a tão familiar “portucália” designa nem mais nem menos do que um colorido fruto chamado “laranja”. Quanto a “Portugal”, …

O Vítor dos hotéis

Vítor adorava hotéis. Todas as semanas, e mesmo que fosse na sua própria cidade, dormia num novo hotel. Eram sempre diferentes e nem todos assim tão baratos: "Nada como abrir a porta e sentir a surpresa de ver o quarto onde vamos dormir." Vítor apreciava a disposição das mobílias, se tinha ou não secretária, a banheira e os mármores da casa-de-banho, a cor da colcha e cortinados. Anteontem não gostou muito do quarto deste hotel. Confessou em voz alta, mas logo lhe explicaram que isto não era bem um hotel. Dormiria aqui na penitenciária; havia demasiadas facturas por pagar.

Somos (sumos) Portakal!

É oficial: em Istambul já todos me chamam "Portakal". Que na Roménia éramos laranja, há muito sabia (ainda hoje prometo colocar a crónica da "Volta ao Mundo"); agora na Turquia é novidade para mim. Eis a foto de um moço a acabar de me espremer; o retrato fiel de uma nação feita sumo.

Última palavra

"Gostas de ter sempre a última palavra!", irava-se Marta. Naquele princípio de tarde (de fim de Agosto) percebeu que estava coberta de razão. "É ou não é?", insistiu. "Sim", respondeu-lhe Francisco caindo-lhe nos braços.

Territórios proibidos

Franquear esta misteriosa porta do Aeroporto de Riga pode ser perigoso. Uma viagem sem retorno? Estar assim entreaberta só convida ainda mais à tentação. É perniciosa e tem muitas zona, e assim mesmo, zona no singular.

Ronaldo ou Ronhaldo?

Dia 10 de Junho é que vai ser. No dia de Portugal e das Blábláblá e Blábláblá, a selecção portuguesa desloca-se a Tallinn para uma importante partida de futebol (para nós aqui, claro). Os cartazes já estão espalhados pela cidade, aproveitam uma fotografia de Ronaldo ainda chavalinho. A ver se o rapaz se porta bem: vamos aqui ter o Ronaldo ou o Ronhaldo?