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Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2010

Viriacto

Há muito que me haviam comentado o fenómeno. Este Viriacto jaz numa das principais praças de Zamora. Mais do que um orgulho, é um modelo para todos os homens desta bela província de Castela-Leão.

Cena degradante

Claro que todos gritaram "Milagre!". Mas não foi isso que tornou mais fácil a tarefa de José Maria: foi com esforço, e olhem que muito até, que se arrastou até ao altar. Cristo fez vista grossa, mas Lina garante-me que lhe viu os cotos em sangue. Acredito.

Ortofilia

A ideia surgiu-lhe ainda Fernandes assentava o cu no sofá. Entreolhando o gesso. Reuniu todas as radiografias e afixou-as na maior parede da sala. E porque não? Assim que chegou a casa, Inês pôde deliciar-se com aquela magnífica fractura exposta.

Ásia mia

A veces hecho de menos a mi maquinilla. Sólo tenía cinco letras pero no importaba: con ellas podía escribir "Manila" — y todavía me sobraban letras para otra capital.

Tex-Mex

Sorry, but what to do? The knife was too sharp and those two chicken extremely available. Macho? Not at all. Please, don't blame on Colonel Ignacio: he is just another nacho man.

Labor

O Fernando — Nando, Fanã, , o que lhe quiserem chamar — trabalha sempre que nem uma formiga. Mais, aliás, muitíssimo mais do que uma formiga. Talvez por isso nunca ninguém nele tenha reparado.

Virgem

João Paulo preparava-se para atacar o antepenúltimo capítulo quando, por infelicidade, reparou naquela maldita revista. Abandonada no bidé, já demasiado salpicada, a página do zodíaco ainda gritava: "O seu romance prepara-se para passar uma fase instável."

Sobe-e-desce

No dia em que Vânia se apaixonou por Magnus, o vizinho sueco do quinto-esquerdo, a sua vida deu uma volta de 180 degraus. Bom, o importante é que é feliz (e tem os gémeos tonificados).

O Espírito de Zamora

Fernando Martos, conhecido recitador de Castilla-León, lê dois microcontos durante a apresentação de "Circo Vicioso", na Fundação Rei Afonso Henriques. Eis o espírito de Zamora, já denominada "Capital Ibérica do Microconto".

Zamora smile

Una tarta de queso Philadelphia que me acuerda Kalamaja. Gracias, Rocío.

Alguma teoria

Esta semana, na edição gratuita do "Voz de Zamora". Mas fiquem com o texto em formato mais legível:

Quando menos é mais

João Lopes Marques

Como tantas coisas na vida, os microcontos são filhos da frustração. Ou a sua expressão. A sempiterna falta de tempo para ler, certo, mas sobretudo a impossibilidade de contar todas as histórias que nos (me) atropelam a mente.

O espírito.

Vão e vêm. Fluem, e quantas vezes do nada. No duche, à mesa, na piscina, para retardar o orgasmo. Começo a crer estarem para a escrita como um penálti (injustificado) para o futebol. Não temos de armar jogo, basta chutar bem. Que nos ponham a bola na marca, pois.

Mas a frustração. Convenhamos: a sofreguidão das grandes narrativas, dos romances, também desajuda. São nobres e aglutinadores. "Que história vem a ser esta dos microcontos?", questiona-se o autor, e muito legitimamente. É que nem haiku nem palavras cruzadas, muito menos poesia — é que nem sequer rimam.

"E porquê rimar?", vo…

Anatomia de una portada